Resenha: Lolita



Lolita me marcou de um jeito inexplicável. A única coisa que conseguia pensar enquanto lia era: Vladimir Nabokov é um pedófilo ou um gênio? Como um autor consegue explicar e nos fazer entrar tão sorrateiramente na mente de um pedófilo sem o ser? Até hoje ainda não entendo, e acho que jamais entenderei como ele conseguiu escrever tão bem sobre algo tão perturbador.
Lolita não é um livro que apoia e estimula a pedofilia, mas faz com que o leitor conheça profundamente a mente tanto do pedófilo quanto da Lolita, que em alguns momentos parece ser vítima e em outros parece ter suas culpas, mas só no fim entendemos tudo, na verdade, antes do fim.
Lolita, uma criança que queria parecer mais madura(como tantas o fazem) e no fim, quando foi obrigada a ser, se arrependeu.
 Oh pobre Lolita, teu único crime foi ser uma ninfeta formosa demais e ter encontrado com alguém como o Humbert, que chegou a confessar várias vezes em sua narrativa que fazia algo errado, mas que nunca parou.
Lolita é um clássico da literatura e precisa ser lido por todos, mas nem todos estão prontos para esse livro. Lolita choca e ao mesmo tempo nos faz compreender Humbert e sua mente perturbada. Em alguns momentos até senti pena dele, mas como não sentir mais dela?
Não romantizem demais Lolita.

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